Usando como gancho a contextualização histórica da aula anterior, discutimos como a herança clássica ainda tem muito poder na cozinha atual.

Como vimos na aula passada, há certa reinvidicação da gastronomia pela França, isso fica explícito na seguinte frase de Pierre Troigois:

É do caráter exótico dos ingredientes que pode nascer o caráter típico de uma cozinha brasileira conhecida no mundo

Sim, o Brasil tem coisas que não encontramos em nenhuma outra parte do mundo, exotismo é relativo. Mas a gastronomia brasileira depende de ingredientes exóticos para ser caracterizada e se destacar? Não, não precisa, ainda é possível usando os ingredientes “não-exóticos”.

Também exploramos as colonizações brasileiras. Desde a vinda de Portugueses, num primeiro contato com costumes, insumos e técnicas européias. Até a chegada de diversos chefes franceses em 1970, recolonizando a cozinha, sempre com foco em servir clássicos de alta gastronomia francesa para a elite brasileira.

Até a década de 1980, a legitimação da cozinha nacional brasileira passava pelos filtros dos franceses que vinham ao Brasil para inserirem-na numa perspectiva de uso de produtos locais, mas com técnicas europeias.