Na segunda aula continuamos a discussão sobre o que é gastronomia.

Dessa vez o caminho feito para explorar esse tópico foi uma contextualização histórica, desde elementos como fogo, utensílios e insumos. Passando por como grandes eventos históricos, como guerras e revoluções, alteraram o caminho da gastronomia.

Escoffier, por exemplo, trabalhava na cozinha desde seus 13 anos, em Nice, França. Sua descrição era de um ambiente caótico, sujo, cheio de bebidas. Durante a guerra Franco-Prussiana, em 1870, Escoffier foi recrutado para o exército francês, onde serviu como cozinheiro (e passou 6 meses como prisioneiro de guerra depois da França se render).

Essa passagem foi extremamente relevante para a gastronomia como um todo. Escoffier re-estruturou a cozinha com o método de Brigada, organizando-a em cargos, títulos e responsabilidades. Esse sitema, adaptado, claro, é usado até hoje ao redor do mundo.

Também discutimos bastante o quanto a Europa, com destaque na França, parece reinvindicar a “invenção” da gastronomia. Além da invenção, também há certo desprezo pelo que é diferente, quase como se estiverem dizendo “Nós estamos anos a frente na gastronomia, não tente fazer diferente”.