Um dos tópicos a serem explorados em sala parece que será a definição de termos. Assim como sua contextualização e exploração de seus limites de aplicabilidade. Isso é necessário para o desenvolvimento de um vocabulário em comum, compartilhado por todos.

O primeiro termo foi simples, o professor pergunta algo como:

Mas e aí, o que é gastronomia?

E aguarda… olhando, esperando e encorajando os alunos a responderem.

Em primeira análise penso que será algo simples: buscar uma definição operacional, adotá-la e bora para frente. Acredito que minha resposta, depois de outros tentarem definir, foi algo como “É o estudo do que está relacionado com gastro, assim como Astronomia é o estudo dos astros”.

Pensando e comparando com as outras respostas e discussões na sala, acredito ser uma definição fraca. Não por “estar errada”, dado que ela inclui, por omissão, praticamente tudo que foi discutido: cultura, sociedade, ciência, arte e economia. Mas ela falha em outros aspectos ao não detalhar, não contextualizar e não gerar muito espaço de discussão.

Após a rodada de respostas e discussões, o professor aponta aquilo que já estava ficando claro naquele ponto: definir gastronomia não vai ser algo simples.

Passamos por algumas definições clássicas e sempre chegávamos em algo estéril, top-down, elitista. Porém, buscando definições mais contemporâneas, vemos algo mais aberto, construído e constituído de novos agentes.